Vinte anos atrás morria Federico Fellini

Federico Fellini morreu aos 73 anos de idade, em 31 de outubro de 1993, um dia depois de ter completado cinquenta anos de casado com Giulietta Masina e alguns meses depois de ter recebido o Oscar Honorário pela sua carreira repleta de sucessos e a sua contribuição ao cinema mundial.

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Com a esposa Giulietta Masina

Nascido em Rimini em 1920, Fellini mudou-se para Roma em 1939 e começou a trabalhar como jornalista e caricaturista na principal revista satírica daquela época, “Marco Aurélio”. Em 1942, Fellini conheceu Giulietta Masina e os dois se casaram no ano seguinte. Assim começou uma grande parceria criativa, pois ela estrelaria muitos filmes do marido. Em 22 de março de 1945, Giulietta, grávida, caiu de uma escada e teve que fazer um parto prematuro. O menino, Pierfederico, faleceu com um mês de vida.

Ainda em 1945, Federico escreveu parte do roteiro de “Roma, cidade aberta“, de Roberto Rossellini, filme manifesto do cinema neorrealista. A primeira experiência detrás das câmeras foi em 1950, com o filme “Mulheres e Luzes” (Luci del varietà), que ele dirigiu junto com Alberto Lattuada. Em 1952, foi a verdadeira estreia como diretor, com “Abismo de um sonho” (Lo sceicco bianco), estrelado por Alberto Sordi. Depois vieram as obras-primas cheias de poesia e personagens inesquecíveis que lhe renderam o sucesso internacional: “Os boas-vidas” (I vitelloni), “A estrada da vida” (La strada), “Noites de Cabíria” (Le notti di Cabiria), “A doce vida” (La dolce vita) e “Oito e meio” (8½).

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Uma famosa cena do filme “A doce vida”

Especialmente “A doce vida” ficou famosa no mundo todo, também graças ao desempenho dos colaboradores de Fellini: o compositor Nino Rota, com quem ele teve uma longa parceira, e os atores Marcello Mastroianni e Anita Ekberg – a cena do banho na Fontana di Trevi, em Roma, é um dos ícones do cinema ocidental.

A partir da década de 70, seus filmes retratam personagens tristes, cansados e decadentes, obcecados pelo sexo e a solidão. O tédio e a futilidade da existência estão presentes também nos longas dos anos oitenta: “E la nave va” (1983), “Ginger e Fred” (1985), “Intervista” (Entrevista, 1987), até o último filme, “La voce della luna” (A voz da lua, 1990).

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Um auto-retrato de 1974

O diretor foi também um cartunista talentoso. Produziu desenhos satíricos a lápis, aquarela e caneta, que hoje são de grande valia aos colecionadores. Muitos de seus rascunhos foram inspirados durante a produção dos filmes, estimulando ideias de decoração, vestimentas, cenários de filmagem, etc.

Além do Oscar Honorário, Fellini ganhou a estatueta de Melhor Filme Estrangeiro quatro vezes, por “A estrada da vida” (1957), “Noites de Cabíria” (1958), “Oito e meio” (1964) e “Amarcord” (1975).

Assista ao momento em que Fellini recebeu o Oscar Honorário, em 1993:

www.federicofellini.it

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