Alberto Sordi, talento cômico e dramático

Há dez anos que o comediante romano Alberto Sordi faleceu, deixando o mundo do cinema italiano um pouco mais triste. Nascido em 1920, no bairro popular de Trastevere, Sordi interpretou personagens inesquecíveis, que ainda hoje fazem parte da memória cinematográfica dos italianos. Dentre eles, o soldado covarde do filme “A grande guerra”, em exibição amanhã (15), às 14h, no Museu Emílio Silva. O longa, dirigido por Mario Monicelli, abre a segunda semana do Festival de Cinema Italiano.

SordiSordi começou sua carreira artística em 1937, como extra em alguns filmes gravados em Cinecittà. Aos 19 anos, ganhou um concurso da produtora americana Metro Goldwyn Mayer e tornou-se dublador italiano do comediante Oliver Hardy, da dupla “O Gordo e o Magro”. Ele trabalhou como dublador até 1951, emprestando sua voz para muitos atores americanos e até italianos.

Nos anos quarenta, Alberto Sordi participou também de algumas peças de teatro e programas de rádio, mas foi no cinema que alcançou a fama, a partir da década de 50. Seus primeiros filmes foram “Abismo de um Sonho” (Lo sceicco bianco, 1952) e “Os Boas Vidas” (I vitelloni, 1953), ambos dirigidos por Federico Fellini.

Em 1954, o grande sucesso de “Um Americano em Roma” (Un americano a Roma), de Steno: Sordi interpreta Nando Mericoni, um jovem romano com a mania da América, que vive seu dia-a-dia como se fosse um filme americano do qual ele é o protagonista. Veja aqui a cena mais famosa do filme, em que Nando tenta comer à maneira americana, mas finalmente não consegue resistir a um prato de spaghetti:

Sordi (chamado de “Albertone”) atuou em cerca de 150 filmes ao longo de mais de 60 anos de atividade. Nas décadas de 60 e 70, foi um dos protagonistas da comédia à italiana, retratando o italiano médio por meio de personagens quase sempre medíocres, às vezes até ruins, arrogantes com os fracos e submissos aos poderosos. Em 1959, o filme “A grande guerra” lhe permitiu provar também seu talento dramático e desde então atuou em comédias e dramas dirigidos pelos maiores diretores italianos.

Assista a uma divertida cena do filme “Vigilante Trapalhão” (Il vigile, 1960):

www.albertosordi.it

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