Totò, o príncipe da risada

Totò (Antonio De Curtis) é um dos maiores artistas da história do teatro e cinema italiano e um dos cômicos mais conhecidos na Itália. Nascido em Nápoles, em 1898, tornou-se famoso por suas comédias, que contavam a vida de pessoas simples, camponeses, cidadãos famintos que tentam sobreviver.

TotòO público do festival vai conhecer Totò no filme “Os eternos desconhecidos”, de Mario Monicelli, em exibição no Círculo Italiano, em nove de outubro às 19h e no Museu Emílio Silva em 18 de outubro, às 14h. Ele faz o papel de um ladrão que tenta ensinar os mecanismos dos cofres a uma gangue atrapalhada.

Totò foi ator, dramaturgo, letrista, poeta e roteirista. Ele é conhecido como o “Príncipe da risada”(até porque tinha ascendência nobre) e foi comparado com atores como Buster Keaton e Charlie Chaplin. Atuou em 97 filmes, entre 1937 e 1967, totalizando um público de mais de 270 milhões de pessoas.

O rosto irregular e a mandíbula acentuada, resultados de um acidente na escola, renderam a Totò uma imagem única, que bem combinava com seu humor surreal e irreverente. Em 1922, começou a trabalhar no teatro de revista, com várias companhias e em 1937 estreou no cinema, no filme “Fermo con le mani!”, de Gero Zambuto. Em 1940 voltou ao teatro, mas ao mesmo tempo continuou a sua carreira no cinema.

Seu período de maior sucesso foi entre os anos 1947 e 1952. Às vezes o roteiro era apenas um rascunho e Totò improvisava na frente da câmera: assim ele inventou suas piadas mais divertidas e nasceram algumas das suas cenas mais famosas. Alguns críticos sempre lhe negaram o reconhecimento de artista, embora ele tivesse atuado também em papéis dramáticos e fosse muito amado pelo público.

Totò-1956A sua vida privada também foi alvo de críticas. Em 1930, a atriz de revista Liliana Castagnola, com quem Totò tinha tido um caso, suicidou-se por causa dele aos 35 anos de idade. Em 1933, do romance do ator com Diana Bandini Lucchesini Rogliani, nasceu a única filha dele, Liliana (assim chamada em memória da Castagnola). Em 1935, Totò e Diana casaram-se, mas quatro anos depois vieram a se separar. Em 1952, Totò começou a namorar com a atriz Franca Fraldini, 33 anos mais nova do que ele. Eles nunca se casaram, mas Franca ficou ao lado de Totò até a morte dele, em 1967, em Roma.

Dois sites sobre Totò: www.antoniodecurtis.org e www.totò.com

A famosa música “Malafemmina”, escrita por Totò:  http://www.antoniodecurtis.org/canzoni/malafemmena.mp3

No filme “Miseria e nobiltà”, a família de Totò, faminta, é homenageada com um almoço especial:

No filme “Totò, Peppino e la malafemmina”, dois camponeses napolitanos (Totò e Peppino De Filippo) chegam em Milão e tentam pedir informações, que nem num país estrangeiro:

“Os eternos desconhecidos”
(Mario Monicelli, 1958)
9 de outubro, 19h, no Círculo Italiano
18 de outubro,14h, no Museu Emílio Silva

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