Ellis Island: a porta do paraíso

Todos os emigrantes europeus que de 1892 a 1954 chegaram em Nova York, após uma longa viagem de navio, passaram por Ellis Island, uma ilha na foz do Rio Hudson. Foram quase 12 milhões de pessoas à procura de uma oportunidade no novo mundo, os Estados Unidos.

“Novo Mundo”, o filme que abrirá nosso Festival de Cinema Italiano na segunda-feira (7) às 19h, no Círculo Italiano, narra a viagem de alguns emigrantes sicilianos e a sua chegada a Ellis Island, retratando de uma forma muito real o que acontecia nesse lugar que tornou-se um símbolo da imigração para os EUA.

Ellis Island

Ellis Island em 1907-1912 (foto: National Park Service)

Após a chegada, os imigrantes mostravam os documentos de viagem com a informação do navio em que tinham viajado até Nova York. Os médicos controlavam rapidamente cada imigrante, marcando com um pedaço de giz aqueles que deviam ser submetidos a uma análise mais aprofundada, para determinar o estado de saúde deles (por exemplo: PG para a mulher grávida , K para a pessoa com hérnia e X para problemas mentais).

Os idosos, os deficientes fisicos e todos aqueles que sofriam de qualquer doença eram inexoravelmente excluídos e tinham que rembarcar imediatamente no mesmo navio que os tinha trazido para os Estados Unidos, para voltarem no país de origem.

Aqueles que passavam no teste médico eram acompanhados na Hall of Records, onde os inspetores americanos registravam os dados pessoais: nome, local de nascimento, estado civil, local de destino, disponibilidade de dinheiro, profissão e antecedentes criminais. Os emigrantes ainda passavam por testes de inteligência e, finalmente, recebiam permissão para entrar legalmente no país e começar uma nova vida.

O filme “Novo Mundo” mostra também o ritual dos casamentos combinados. Os europeus que já moravam nos Estados Unidos iam a Ellis Island para encontrar-se com mulheres com quem tinham combinado o casamento pelo correio. O homem ainda solteiro também tinha a possibilidade de escolher uma noiva entre as mulheres presentes.

A partir de 1917, as regras de entrada nos Estados Unidos foram alteradas para limitar o fluxo de imigrantes. Em 1924, foi introduzido o teste de alfabetização e foram aprovadas as quotas de entrada: 17.000 para os emigrantes da Irlanda, 7.500 do Reino Unido, 7.400 da Itália e 2.700 da Rússia.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Ellis Island tornou-se uma prisão para os japoneses, italianos e alemães. Em 12 de novembro de 1954, o Serviço de Imigração fechou a estrutura. Em 1990, o edifício principal foi transformado em museu. Confira: www.ellisisland.org 

“Novo Mundo”
(Emanuele Crialese, 2006)
7 de outubro, 19h, no Círculo Italiano
10 de outubro, 17h, no Centro Universitário Católica de Santa Catarina

Ellis Island museu

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s