Vittorio Gassman, um mito que nunca morre

Vittorio-Gassman“Deus fez tudo muito bem. Ele cometeu apenas um erro: a vida humana é muito curta. Eu gostaria de ter duas vidas: uma para ensaiar, a outra para subir ao palco”. Os comentários de Vittorio Gassman (1922-2000) sempre foram originais e pouco convencionais; este também reflete a sua inteligência, ironia e humor.

Junto com Alberto Sordi, Ugo Tognazzi e Nino Manfredi, ele foi uma estrela da comédia à italiana e é considerado um dos melhores atores do cinema e do teatro italiano.

O nosso festival apresenta quatro filmes com Gassman:

  • Os eternos desconhecidos”, de Mario Monicelli (9 de outubro, 19h, no Círculo Italiano
    e 18 de outubro,14h, no Museu Emílio Silva);
  • “Nós que nos amávamos tanto”, de Ettore Scola (10 de outubro, 19h, no Círculo Italiano e 22 de outubro, 14h, no Museu Emílio Silva);
  • “A grande guerra”, de Mario Monicelli (15 de outubro, 14h, no Museu Emílio Silva);
  • “Aquele que sabe viver”, de Dino Risi (24 de outubro, 19h, no Centro Universitário Católica de Santa Catarina).

Vittorio Gassman fez de tudo: trabalhou no teatro, cinema e televisão. Foi ator, diretor e autor, atuou em dramas, comédias, peças clássicas e modernas, tanto na Itália como no exterior. Nascido em Gênova numa família de origem alemã, ele começou sua carreira no teatro em 1943, em Milão e depois em Roma. Em 1945 estreou no cinema, mas a fama chegou apenas em 1949, graças ao filme “Riso amaro”, de Giuseppe De Santis.

Com o grupo teatral de Luchino Visconti, Gassman amadureceu e fez sucesso interpretando um vigoroso Kowalski em “Um bonde que se chama desejo”, de Tennesse Williams. Em 1952, fundou o “Teatro d’Arte Italiano”, produzindo a primeira versão completa de Hamlet na Itália, bem como obras raras de Sêneca, Ésquilo e outros.

Em 1956, passou à televisão, com o revolucionário programa “Il Mattatore”, que misturava de forma harmoniosa poesia e comédia, linguagem culta e piadas populares. Foi então que “il mattatore” tornou-se o apelido que iria acompanhá-lo pelo resto da vida.

vittorio_gassman_No final dos anos cinqüenta e nos anos sessenta, Gassman protagonizou as mais importantes comédias italianas. Nos anos setenta, oitenta e noventa, ele se dividiu entre Itália e Hollywood. Seus últimos papeis na telona foram aqueles em “Sleepers”, de Barry Levinson (1996), e “La cena”, de Ettore Scola (1998).

Apesar de seus sucessos cinematográficos, Gassman jamais abandonou o teatro. Na fase final da sua carreira, acrescentou a poesia ao seu repertório: ficaram famosas as suas leituras teatrais da “Divina Comédia” de Dante Alighieri.

O ator foi sempre criticado por conta de sua vida privada. Ele casou-se e divorciou-se várias vezes, sempre com atrizes. A primeira esposa foi Nora Ricci (com a qual teve sua primeira filha, Paola); depois a atriz americana Shelley Winters (com quem teve a filha Vittoria); Juliette Maynel (mãe de seu outro filho, Alessandro); e finalmente, Diletta D’Andrea, com quem teve Jacopo e que ficou ao lado dele até a morte, por ataque cardíaco, em 2000. Ele tinha 77 anos.

Trecho do filme “Brancaleone nas Cruzadas” (1970)

Gassman recita a “Divina Comédia” de Dante 

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