Sicília, a ilha do cinema

Sicília: a maior ilha do Mar Mediterrâneo, localizada no sul da Itália. Uma terra fascinante, cheia de história, tradições e natureza, além de possuir um incomparável património cultural, arqueológico e monumental. Com 5 milhões de habitantes e mais de 25 mil km², a Sicília é a maior região italiana. O Etna, que fica na parte oriental da ilha, é o mais alto vulcão ativo da Europa (3.343 m).

sicilia_itA nossa viagem cinematográfica para a Itália partirá daqui, bem como a viagem da família Mancuso para os Estados Unidos – no filme “Novo Mundo” (Nuovomondo) de Emanuele Crialese – parte de um vilarejo no interior da ilha. O longa, que abrirá nosso festival no dia 7 de outubro, mostra já nos primeiros minutos a paisagem encantadora desta região italiana tão amada pelos turistas do mundo todo.

De forma triangular, a Sicília tinha na antiguidade o nome de Trinacria. Ela tornou-se uma colônia grega em 750 a.C. Entre os anos 264 e 241 a.C., foi conquistada pelos romanos. A partir de 827, passou pela dominação de muitos povos diferentes, dentre eles árabes, normandos, espanhóis… Cada povo deixou seu legado de arte, monumentos, costumes, tradições e gastronomia, os quais fazem a riqueza desta terra.

SiciliaA Sicília já foi protagonista de muitos filmes italianos, os mais famosos sendo aqueles do cineasta siciliano Giuseppe Tornatore: “Cinema Paradiso” (1988), “O Homem das Estrelas” (L’uomo delle stelle, 1995), “Malèna” (2000) e  “Baarìa” (2009). Emanuele Crialese, também de origem siciliana, dedicou à pequena ilha de Lampedusa (que pertence à Sicília) seu primeiro longa, “A Ilha de Grazia” (Respiro, 2002), depois “Novo Mundo” (2006) e “Terraferma” (2011). Na Sicília, Roberto Benigni filmou “O Pequeno Diabo” (Il Piccolo Diavolo, 1988) e “Johnny Palito” (Johnny Stecchino, 1991).

Voltando ao passado, filmaram aqui: Mauro Bolognini, com “O Belo Antônio” (Il bell’Antonio, 1960), com Marcello Mastroianni; Pietro Germi, com “Divórcio à Italiana” (Divorzio all’italiana, 1961) e “Seduzida e Abandonada” (Sedotta e Abbandonata, 1962);  Luchino Visconti, com “O Leopardo” (Il Gattopardo, 1963); e Lina Wertmuller, com “Mimi, O Metalúrgico” (Mimì metallurgico ferito nell’onore, 1972).

Outros filmes italianos ambientados na Sicília foram: “Sonho proibido” (Storia di una capinera, 1993), de Franco Zeffirelli; Sud (1993), de Gabriele Salvatores;  “O Carteiro e o Poeta” (Il postino, 1994), de Michael Radford e Massimo Troisi; “Marianna Ucria” (1997), de Roberto Faenza ; “Assim é que se ria” (Così ridevano, 1998), de Gianni Amelio; “Os Cem Passos” (I cento passi, 2000), de Marco Tullio Giordana.

Por último, não se pode esquecer a saga do “Poderoso Chefão”, do diretor ítalo-americano Francis Ford Coppola.

Saiba mais sobre a Sicília aqui (em Italiano) ou leia esta crônica no jornal O Globo

“Novo Mundo”
(Emanuele Crialese, 2006)
7 de outubro, 19h, no Círculo Italiano
10 de outubro, 17h, no Centro Universitário Católica de Santa Catarina

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