Stefania: o tapa do sucesso

Stefania Sandrelli é uma das mais talentosas atrizes italianas. O público de Storie d’Italia terá a oportunidade de vê-la em dois filmes: “Nós que nos amávamos tanto” (1974) e “O último beijo” (2001).

Ela fez sua estréia no cinema aos dezesseis anos de idade. O filme que lhe deu fama, em 1961,  foi “Divórcio à Italiana” (Divorzio all’italiana), de Pietro Germi. Exemplo de comédia à italiana, premiado na Itália e no exterior, o filme ficou famoso também graças a um fato que aconteceu durante as gravações.

Tinha uma cena em que a personagem da Sandrelli chorava, mas a atriz não estava conseguindo chorar. Depois de muitas tentativas, Germi levantou-se da cadeira, caminhou na direção da Stefania e deu-lhe duas sonoras bofetadas. Ela ficou tão costrangida por ter levado um tapa na frente de centenas de pessoas, que realmente começou a chorar, e assim a cena foi finalmente filmada.

sandrelli

Ontem

sandrelli oggi

Hoje

Em 1962, ela atou em “Seduzida e Abandonada” (Sedotta e Abbandonata), ainda dirigido por Germi, e nos anos seguintes esteve em quatro filmes do cineasta Bernardo Bertolucci, afastando-se um pouco do universo da comédia italiana. Ela se tornou ícone da beleza da mulher italiana para aqueles tempos.

O caso amoroso de Sandrelli, ainda com dezesseis anos, com o cantor e compositor (casado) Gino Paoli (com que teve uma filha em 1964) a transformou numa celebridade, reputação de mulher especial que foi selada quando ele tentou o suicídio por ela. Depois de se recuperar, Paoli compôs para ela “Sapore di Sale“, uma das mais belas músicas italianas de todos os tempos.

Em 1983, aos quarenta anos de idade, Sandrelli colaborou com Tinto Brass, o mais famoso cineasta do pornô leve italiano, para relançar sua carreira em “A Chave” (La Chiave). Nos anos 1990, ela continuou a sua importante carreira trabalhando com os principais diretores de cinema da nova geração e atuando em algumas séries TV de sucesso.

divorzio italiana 2

Com Marcello Mastroianni, em 1961

“Nós que nos amávamos tanto”
(Ettore Scola, 1974)
10 de outubro, 19h, no Círculo Italiano
22 de outubro, 14h, no Museu Emílio Silva

“O último beijo”
(Gabriele Muccino, 2001)
5 de novembro, 19h, no Círculo Italiano
7 de novembro, 17h, no Centro Universitário Católica de Santa Catarina

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